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Coletiva do Centro-Oeste 2014.


Vera Sant representa uma das Guardiãs das Nascentes do Cerrado. Aliás, agora em Agosto se comemora o dia do bioma Cerrado, um dos ecossistemas mais devastado nas últimas 3 décadas no Brasil. Sem qualquer tipo de controle, mesmo porque até hoje não é reconhecido pela Constituição Brasileira como Patrimônio Nacional, o bioma Cerrado é palco de todo o tipo de exploração: vegetal, mineral e humano. Considerado a caixa d'água do Brasil o Cerrado segue sendo lugar preferido para as enormes monoculturas, pois as terras são baratas, o desmatamento não é oneroso (as árvores são mais fáceis de serem derrubadas) e os terrenos são planos facilitando a agricultura mecanizada.
A exposição coletiva segue no Museu da República em Brasilia, até o final de Agosto.

Vera Sant em Guardiãs das Nascentes do Cerrado.

Ao final deste trabalho pude concluir que o trabalho coletivo e colaborativo é mais gratificante que o trabalho solitário do artista/fotográfo. Trabalhar em equipe, ao invés de uma produção isolada e solitária, traz para a alma do trabalho contribuições de todos os envolvidos durante o processo.
Creio que este foi o reflexo mais profundo que desencadeou na formação de minha personalidade como artista/fotógrafo.
Pude perceber que cada modelo que participou do projeto Guardiãs das Nascentes, imprimiu sua personalidade própria, no momento certo. Foi interessante notar as limitações de cada modelo e as minhas próprias dificuldades. Estas dificuldades fazem parte do processo e compõe a obra. São estes ajustes, erros e acertos que transformam o trabalho ao longo do seu desenvolvimento fazendo crescer e amadurecer, tornando cada série, com cada modelo, se tornem momento distintos e únicos.
Percebi que as pessoas se mobilizam por afinidades distintas; umas pelo conceito ambiental por trás da ideia, outras apenas pela apreciação plástica e estética da nudez e outras por vaidade, inerente à mulher, creio eu.
Pude perceber também como o imaginário masculino continua sonhando com a beleza e sensualidade da mulher. No mundo contemporâneo, a fotografia não é mais nenhuma novidade, mas ao apreciar a foto de uma pessoa despida, a reação de surpresa e prazer parece ser o mesma que há 180 anos, quando as primeiras fotografias de nudez surgiam em Paris.

Vera - Guardiã das Nascentes.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.



REFERÊNCIAS

 ADAMS, Ansel, Fotografia em Blanco e Negro, New York Graphic Society, NY, 1977.
ADAMS, Ansel, The Camera, Little Brown an Conpany, NY, 1980.
ADAMS, Ansel, The Negative, Little Brown an Conpany, NY, 1980.
ADAMS, Ansel, The Print, Little Brown an Conpany, NY, 1980.
BARROSO, Clício, Adobe Photoshop Lightroom. O guia completo para fotógrafos digitais, Editora Photos, SC, 2007.
BARTHES Roland, A Câmara Clara/Nota sobre a fotografia, Tradução de Júlio Castañon Guimarães, Nova Fronteira, RJ,1984.
BEAZLEY, Mitchell Publishers. Wushu. o guia chinês para a saúde e o preparo físico da família, Editora Record, RJ. 1981.
BENJAMIN,Walter, A obra de arte no tempo de suas técnicas de reprodução. Rahar Editores, 1969. Tradução de Dora Rocha.
BONI, Zé de, Greens Lens, Brazilian photographers and Nature, Empresa das Artes, São Paulo, 1995.
BUSSELE, Michel, Como fotografar nus, Editora Abril, SP, 1982.
CUMMING, Robert, Para entender a Arte, Editora Ática, 1996, SP.
LIFE LIBRARY OF PHOTOGRAPHY, The Great Themes, Time Life Books, U.S.A.1970.
LIFE LIBRARY OF PHOTOGRAPHY, The Studio, Time Life Books, U.S.A 1970.
LIFE LIBRARY OF PHOTOGRAPHY, Great Photographers, Time Life Books, U.S.A.1970.
UWE, Scheid, Collection, 1000 Nudes, Benedikt Taschen, Germany, 1994.
VIDAL, Lux. Grafismo indígena, Edusp, SP, 1992.
KOETZLE, Michael, Naughty Paris, Erotic Photographs of the twenties, Benedikt Taschen, Portugal, 1994.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS.



4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao final deste trabalho pude concluir que o trabalho coletivo e colaborativo é mais gratificante que o trabalho solitário do artista/fotográfo. Trabalhar em equipe, ao invés de uma produção isolada e solitária, traz para a alma do trabalho contribuições de todos os envolvidos durante o processo.
Creio que este foi o reflexo mais profundo que desencadeou na formação de minha personalidade como artista/fotógrafo.
Pude perceber que cada modelo que participou do projeto Guardiãs das Nascentes, imprimiu sua personalidade própria, no momento certo. Foi interessante notar as limitações de cada modelo e as minhas próprias dificuldades. Estas dificuldades fazem parte do processo e compõe a obra. São estes ajustes, erros e acertos que transformam o trabalho ao longo do seu desenvolvimento fazendo crescer e amadurecer, tornando cada série, com cada modelo, se tornem momento distintos e únicos.
Percebi que as pessoas se mobilizam por afinidades distintas; umas pelo conceito ambiental por trás da ideia, outras apenas pela apreciação plástica e estética da nudez e outras por vaidade, inerente à mulher, creio eu.
Pude perceber também como o imaginário masculino continua sonhando com a beleza e sensualidade da mulher. No mundo contemporâneo, a fotografia não é mais nenhuma novidade, mas ao apreciar a foto de uma pessoa despida, a reação de surpresa e prazer parece ser o mesma que há 180 anos, quando as primeiras fotografias de nudez surgiam em Paris.
Apliquei dentro do contexto e desenvolvimento do trabalho, todos os conceitos analisados durantes o curso, mas com mais ênfase e similaridade aos conteúdos dos blocos Movimento, Leveza, Profusão, Sinuosidade e Abstração.